Em encontro com a imprensa nesta quinta-feira (11), o presidente da concessionária Rota da Liberdade, Fernando Carvalho, prestou esclarecimentos e deu detalhes das obras previstas na Via Liberdade, que abrange 11 municípios ao longo das rodovias BR-356, MG-262 e MG-329, ligando Nova Lima a Rio Casca.
Segundo o presidente da concessionária, ao longo dos próximos 5 anos serão investidos R$ 5 bilhões nas obras. Desse total, R$ 2 bilhões foram destinados pelo Governo de Minas Gerais por meio do Novo Acordo de Mariana. Os recursos foram voltados para subsidiar os preços dos pedágios e acelerar o cronograma das intervenções.
Entre as intervenções previstas no projeto, está incluída a duplicação total do trecho que liga Nova Lima a Ouro Preto, com a construção de terceira faixa entre Mariana e Rio Casca. Segundo a administradora do trecho, a medida busca melhorar as condições de tráfego e ampliar a capacidade das rodovias.
Uma das praças de pedágio será instalada em Ponte Nova
No encontro, foi informado que serão instaladas quatro praças de pedágio no sistema Free Flow, tecnologia que realiza a cobrança automática sem a necessidade de cabines ou paradas dos veículos. São elas: em Itabirito, Mariana, Acaiaca e Ponte Nova (próximo ao trevo de Santa Cruz do Escalvado). Quanto ao preço dos pedágios, o presidente informou que o valor foi definido na elaboração do edital de concessão, feito pelo Governo de Minas Gerais. O valor-base para automóveis foi de R$ 5,80, com reajuste conforme a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
A cobrança dos pedágios, no entanto, só poderá ser iniciada após a conclusão dos chamados serviços iniciais previstos em contrato. Segundo ele, o prazo para conclusão dessa etapa é de um ano e se encerra em março de 2027, mas a cobrança pode ser antecipada caso as exigências sejam concluídas antes da data-limite.
“Temos que atingir um marco temporal previsto no contrato, que é a conclusão dos serviços iniciais. Isso significa entregar a rodovia com pavimento em boas condições, sem problemas de drenagem ou terraplenagem, com as erosões tratadas, roçada realizada dentro dos padrões exigidos, sinalização em perfeito estado e todos os serviços operacionais, como guinchos e ambulâncias, funcionando plenamente”, explicou.
Com o objetivo de gerar empregos e movimentar a economia dos municípios ao longo do trecho, serão priorizadas as contratações de mão de obra local para a execução das obras e a operação dos serviços.
Texto: Êmily Reis
Foto: Ascom / Rota da Liberdade